The American Dream.
“Agora os tempos são outros. Conversas tornaram-se mensagens, argumentos tornaram-se chamadas de telemóvel, sentimentos tornaram-se mensagens subliminares online, sexo tornou-se fácil, a palavra “amor” passou a usar-se fora do contexto, inseguranças tornaram-se maneiras de pensar, ter ciúmes tornou-se um hábito, a verdadeira confiança tornou-se algo perdido, traições tornaram-se acidentes, fugir tornou-se na única opção e ser magoado tornou-se natural. Eu passo o tempo sem o tempo passar em mim. E porque é que eu tenho de ser diferente?”
Um ano.
”Born This Way”, o album que mudou a minha vida.
“When they’re young, all Little Monsters learn that they are scary. Ugly, stupid, shunned by Cupid, overweight, and hairy. But every Monster needs to find that secret deep inside… that transforms Dr. Jekyl into sexy Mr. Hyde.
All my Monsters are beautiful, discostoodiful, squarerootiful, oldcootiful. Monsters don’t need implants or a bitchin’ Monster car, Monsters only need to love the Monsters that they are. Oh yeah! Gaga, Dada, Jawa, Peace.”
Hair.
(Yoü And I Live At The Born This Way Ball)
Epic.
The Edge Of Glory Live At The Born This Way Ball
“I’m gonna miss you, don’t forget me ok?!” And then I just burst into tears.
The most beautiful performance of all time.
“Ela senta-se no seu grande palco com vontade de todos eles abraçar. Ela canta e encanta aqueles que a rodeiam, apenas fazendo aquilo que mais ama.”
“No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;
Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;
Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal…
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.”
Poema à Mãe, de Eugénio de Andrade.